Principais ataques cibernéticos no Brasil em 2025

O ano de 2025 foi marcado por uma série de incidentes cibernéticos relevantes no Brasil, com impacto direto em serviços públicos, empresas e instituições financeiras.

Os casos registrados ao longo do ano mostram um padrão claro: ataques deixaram de ser eventos isolados e passaram a afetar a operação, a disponibilidade de sistemas e a confiança de usuários.

Neste artigo, reunimos alguns dos principais ataques ocorridos no país em 2025, com base em casos reais, destacando o que aconteceu em cada situação e o que esses incidentes revelam sobre o cenário atual.

Principais tópicos deste artigo

Veja a lista dos ataques mais relevantes no Brasil em 2025

1. Ataque com extorsão à Prefeitura de São João da Ponte (MG)

A Prefeitura de São João da Ponte teve seus sistemas comprometidos por um ataque que resultou na indisponibilidade de dados e serviços internos.

Os criminosos exigiram cerca de US$ 80 mil para liberar o acesso às informações. Com o ambiente afetado, a administração precisou recorrer a processos manuais para manter atividades básicas funcionando.

Além da paralisação, esse tipo de incidente costuma gerar perda de produtividade, risco de corrupção de dados e incerteza sobre a integridade das informações recuperadas.

2. Paralisação de serviços após ataque à Prefeitura de São José do Rio Preto (SP)

Um ataque à Prefeitura de São José do Rio Preto causou a paralisação de diversos sistemas municipais.

Entre os impactos reportados estavam:

  • Interrupção do sistema da Zona Azul
  • Indisponibilidade de serviços administrativos e de saúde pública
  • Falhas em sistemas digitais de atendimento

A prefeitura precisou suspender temporariamente operações digitais e trabalhar com processos alternativos, evidenciando como a dependência de sistemas amplia o impacto de ataques na gestão pública.

3. Indisponibilidade de sistemas no Tribunal de Justiça do RS

O Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul teve seu site e sistemas indisponíveis por quase um dia inteiro após um ataque.

A interrupção afetou o acesso a serviços judiciais e sistemas utilizados por advogados, servidores e pela população.

O caso também teve desdobramentos com investigação e prisão de um suspeito, evidenciando o nível de organização envolvido nesse tipo de incidente.

4. Acesso não autorizado a dados do programa Smiles (Gol)

O programa Smiles identificou um acesso não autorizado a sistemas internos.

Embora os detalhes técnicos não tenham sido amplamente divulgados, o caso indica um padrão comum: ataques que exploram credenciais válidas ou falhas em controles de acesso.

Esse tipo de incidente pode permitir movimentação dentro do ambiente e eventual exposição de dados.

5. Vazamento de dados envolvendo o banco Neon

Um dos casos mais relevantes do ano envolveu o banco Neon, com relatos de vazamento de dados de cerca de 30 milhões de clientes.

Mesmo sem confirmação completa do escopo, o volume mencionado amplia significativamente o risco de fraudes, phishing direcionado e golpes com uso de dados pessoais.

6. Acesso indevido a dados cadastrais de clientes da XP

A XP reportou acesso não autorizado a dados cadastrais de clientes, em mais um caso de ataque a instituição financeira no Brasil.

As informações acessadas incluíam nome, e-mail, telefone e data de nascimento. Embora não tenham sido expostos dados financeiros ou senhas, o incidente aumenta o risco de golpes personalizados.

7. Ataque com impacto financeiro ao Grupo Jorge Batista

O Grupo Jorge Batista, que opera as Drogarias Globo, sofreu um ataque ransomware que paralisou completamente as operações da companhia e resultou em prejuízo superior a R$ 400 milhões.

O impacto financeiro indica comprometimento direto da operação, reforçando que ataques cibernéticos já representam risco concreto para o negócio.

8. Ataque à infraestrutura do Pix via C&M Software

O caso envolvendo a C&M Software foi considerado um dos mais graves do ano por atingir um elo crítico da infraestrutura do Pix no Brasil.

A empresa atua como intermediadora na comunicação entre instituições financeiras e o Banco Central, sendo responsável por processar e transmitir informações relacionadas às transações.

No incidente, criminosos conseguiram explorar vulnerabilidades nesse ambiente e viabilizar um desvio que ultrapassou R$ 800 milhões.

Mesmo sem provocar uma interrupção generalizada do sistema Pix, o ataque expôs um risco sistêmico relevante, ao demonstrar que a integridade das transações pode ser impactada a partir de um fornecedor da cadeia.

O caso chamou atenção por três fatores principais:

  • O volume financeiro envolvido, um dos maiores já registrados no país
  • O fato de atingir uma infraestrutura crítica do sistema financeiro
  • A exploração indireta, por meio de um terceiro integrado ao ecossistema

O episódio reforça que a superfície de ataque vai além das instituições financeiras e inclui também empresas que participam da cadeia operacional.

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Conclusão

Os ataques registrados em 2025 mostram que o risco cibernético é uma realidade para organizações de todos os setores.

Mais do que eventos isolados, esses incidentes evidenciam um cenário em que indisponibilidade, vazamento de dados e impacto financeiro fazem parte do mesmo problema.

Entender esses casos é um passo importante para evoluir a estratégia de segurança e reduzir a exposição a ameaças cada vez mais frequentes.

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