Falsos positivos nos e-mails: impacto operacional e riscos para a segurança
Falsos positivos em segurança de e-mail acontecem quando mensagens legítimas são identificadas como ameaça e acabam bloqueadas, enviadas para quarentena ou marcadas como spam.
Na rotina de uma empresa, isso não é apenas um inconveniente. O efeito aparece em atrasos de processos, aumento de chamados para TI e perda de confiança no canal de e-mail.
Pior: em alguns cenários, o excesso de falsos positivos leva a atalhos e exceções que ampliam a superfície de ataque.
Este artigo explica o que são falsos positivos, por que eles surgem em ambientes corporativos e como reduzir esse tipo de erro sem enfraquecer a proteção contra phishing, spoofing e golpes como BEC.
Principais tópicos deste artigo
O que são falsos positivos
Na segurança de e-mail, um falso positivo ocorre quando o sistema de segurança classifica um e-mail legítimo como malicioso. A mensagem pode ser retida, bloqueada ou isolada, mesmo não contendo phishing, malware ou tentativa de fraude.
Em termos práticos, isso pode afetar e-mails de clientes, propostas comerciais, comunicações de fornecedores, cobranças legítimas, notificações automáticas e integrações de sistemas.
O problema tende a ser mais frequente quando a empresa lida com alto volume de mensagens, múltiplos domínios e automações que mudam com frequência.
Impacto operacional dos falsos positivos
O custo operacional é o primeiro sinal de alerta. Quando e-mails não chegam ao destino, fluxos de trabalho param.
Na prática, times aguardam aprovações, compras perdem janelas de negociação e áreas comerciais deixam de responder clientes no tempo esperado.
Para TI e segurança, a rotina vira triagem. Revisar quarentena, liberar mensagens manualmente, justificar bloqueios e atender chamados passa a ocupar uma parte relevante do dia.
Dentro de grandes empresas esse esforço compete diretamente com tarefas de melhoria contínua, hardening e resposta a incidentes.
Outro efeito comum do excesso de falsos positivos é a criação de “canais paralelos”. Ou seja, os usuários que não confiam na entrega do e-mail recorrem a e-mail pessoal, WhatsApp ou compartilhamento de arquivos fora do padrão corporativo.
Isso costuma se tornar um problema porque aumenta o risco de vazamentos de dados, reduz a rastreabilidade das informações e dificulta a governança.
Riscos para a segurança
Falsos positivos em excesso podem piorar a segurança por um motivo simples: confiança. Quando mensagens legítimas são bloqueadas com frequência, usuários passam a desconfiar dos alertas e a tratar avisos como “ruído”.
Esse cenário reduz a atenção a sinais reais de ataque.
O segundo risco é o efeito colateral de ajustes emergenciais. Para reduzir reclamações, muitas organizações criam exceções amplas, liberando remetentes, domínios ou tipos de anexos.
Exceções mal governadas podem ser exploradas em ataques de phishing e spoofing, justamente porque os criminosos tendem a imitar padrões permitidos.
Além disso, filtros e soluções de segurança que se apoiam apenas em regras estáticas costumam ter desempenho fraco contra golpes mais contextualizados.
Em fraudes como Business Email Compromise (BEC), por exemplo, a mensagem pode não trazer link nem anexo, o que exige análise de contexto e sinais comportamentais.
Por que filtros tradicionais geram falsos positivos
Existem causas recorrentes para falsos positivos em segurança de e-mail:
Regras genéricas e pouco contexto
Filtros que dependem de palavras-chave, reputação isolada do domínio, ou bloqueio por tipo de anexo tendem a errar quando o contexto muda. Uma campanha legítima, um novo fornecedor, uma automação de cobrança ou um link recém-criado podem ser tratados como ameaça sem que haja risco real.
Autenticação de e-mail mal configurada
Problemas com os protocolos de autenticação SPF, DKIM e DMARC afetam a confiabilidade do remetente e podem aumentar bloqueios indevidos. A CISA, agência dos EUA, por exemplo, alerta que configurações incorretas desses mecanismos podem fazer mensagens legítimas serem marcadas como spam.
Falta de ajuste contínuo e telemetria
Ambientes corporativos mudam o tempo todo. Mas sem visibilidade de métricas, logs e tendências de quarentena, o filtro permanece “cego” ao que está acontecendo e as políticas ficam desatualizadas.
Como reduzir falsos positivos sem perder proteção
Reduzir falsos positivos não é afrouxar os controles. É aumentar a precisão. Isso envolve tecnologia, configuração e processo.
1. Fortalecer autenticação e confiança do domínio
SPF, DKIM e DMARC bem implementados diminuem spoofing e melhoram a reputação do remetente, reduzindo bloqueios indevidos.
2. Usar análise em camadas e sinais comportamentais
Soluções avançadas de segurança de e-mail combinam múltiplos filtros e camadas de proteção, como reputação dinâmica, padrões de envio, características de link, semântica e anomalias no conteúdo. Isso reduz decisões baseadas em um único critério e diminui o risco de bloquear mensagens legítimas por motivos superficiais.
3. Tratar quarentena como dado, não como rotina
Quando quarentena vira rotina diária, quem fica sobrecarregado é o time de TI. O caminho mais eficiente é usar relatórios e indicadores para identificar padrões de falso positivo e corrigir a causa raiz. Isso melhora a entrega e reduz a carga operacional.
4. Evitar exceções amplas e criar governança de liberações
Se exceções forem necessárias, elas devem ser específicas, rastreáveis e revisadas periodicamente. O objetivo é evitar “buracos permanentes” que podem ser explorados por cibercriminosos.
Precisando de ajuda com falsos positivos
A Oblock atua com soluções de cibersegurança que buscam elevar a precisão na segurança de e-mail, reduzindo bloqueios indevidos sem abrir espaço para phishing, spoofing e fraudes.
O objetivo é proteger o canal e manter o e-mail funcional para o negócio, com menos interrupções e menos necessidade de intervenção manual.
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Perguntas frequentes sobre falsos positivos em filtros de e-mail
Falsos positivos em filtros de e-mail são normais?
Sim. Nenhum filtro tem uma taxa de acerto perfeita. O problema é quando o volume de falsos positivos começa a afetar operações, gerar atalhos e exigir intervenção manual constante.
Um filtro com muitos falsos positivos é mais seguro?
Nem sempre. Bloquear demais pode gerar perda de confiança, criação de exceções amplas e uso de canais paralelos, o que pode aumentar riscos.
Configurar SPF, DKIM e DMARC ajuda a reduzir falsos positivos?
Ajuda. Autenticação bem implementada melhora a confiança na origem do e-mail e reduz marcações indevidas, além de dificultar os ataques de spoofing.
Como medir se minha empresa tem problema de falsos positivos?
Um sinal comum é o aumento de quarentena e de chamados relacionados a e-mails “sumidos”. Métricas úteis incluem taxa de liberação manual, remetentes mais afetados, tipos de mensagens bloqueadas e impacto em processos críticos, como financeiro e comercial.
O que fazer quando um e-mail esperado não chega?
Além de checar a quarentena, o processo ideal é ter um fluxo claro para validação do remetente e do conteúdo, com registro do ocorrido e revisão das regras que causaram o bloqueio.
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