Spoofing: o que é e como é usado em golpes de e-mail

Os golpes de e-mail continuam evoluindo e, cada vez mais, deixam de depender de links maliciosos ou de anexos infectados para ter sucesso. Uma das técnicas mais exploradas nesse contexto é o spoofing, que consiste na falsificação da identidade do remetente para enganar o destinatário.

No ambiente corporativo, esse tipo de ataque se aproveita tanto da confiança entre pessoas quanto de falhas técnicas na validação de mensagens. 

Quando bem executado, o spoofing faz com que um e-mail pareça legítimo, mesmo sem ter sido enviado pela conta real da pessoa ou da empresa imitada.

Neste artigo, você vai entender o que é spoofing, como ele é usado em golpes de e-mail e quais práticas ajudam empresas a reduzir esse risco, especialmente no cenário brasileiro, em que as fraudes digitais seguem em crescimento.

Principais tópicos deste artigo

O que é spoofing

Spoofing é uma técnica de falsificação de identidade utilizada em ataques cibernéticos. No contexto do e-mail, significa fazer uma mensagem parecer que foi enviada por um remetente legítimo, mesmo que isso não seja verdade.

Na prática, o criminoso manipula informações técnicas do cabeçalho da mensagem para exibir um endereço conhecido no campo de remetente. 

Para quem recebe, o e-mail aparenta ter sido enviado por um colega de trabalho, um executivo, um fornecedor ou uma marca reconhecida.

É importante diferenciar o spoofing de um caso de invasão de conta. No spoofing, o criminoso não acessa o e-mail real da vítima. 

Ele apenas faz a mensagem parecer legítima. Essa característica torna o ataque mais rápido de executar e, muitas vezes, mais difícil de identificar sem controles técnicos adequados.

Como o spoofing é usado em golpes de e-mail

1. Falsificação do endereço do remetente

A forma mais comum de spoofing ocorre quando o criminoso manipula o campo “From” do e-mail para exibir um endereço conhecido. Visualmente, a mensagem parece confiável, especialmente para usuários que não verificam os detalhes técnicos do cabeçalho.

Como a maioria das pessoas confia no nome e no endereço exibidos na interface do e-mail, essa falsificação costuma ser suficiente para gerar credibilidade e induzir ações rápidas, como responder à mensagem, seguir instruções ou autorizar pagamentos.

2. Uso de domínios parecidos ou comprometidos

Outra técnica frequente envolve o uso de domínios muito semelhantes ao original. Pequenas alterações, como troca de letras, inclusão de hífens ou variações sutis no nome, passam despercebidas em uma leitura rápida.

No Brasil, esse tipo de abordagem é comum em golpes envolvendo fornecedores, boletos e solicitações de pagamento. 

Em alguns casos, os criminosos utilizam domínios legítimos que foram comprometidos, o que aumenta ainda mais a taxa de sucesso do ataque.

3. Spoofing como base para phishing e BEC

O spoofing raramente atua de forma isolada. Ele costuma ser a base para golpes mais elaborados, como phishing e ataques de comprometimento de e-mail corporativo, conhecidos como BEC.

Ao falsificar a identidade do remetente, o criminoso cria o contexto necessário para solicitar credenciais, induzir transferências financeiras ou alterar dados bancários.

Nesse cenário, o spoofing é o elemento que confere legitimidade à fraude aos olhos da vítima.

Por que o spoofing é tão difícil de identificar

Uma das principais dificuldades na identificação de spoofing é que o e-mail pode não conter links suspeitos, anexos maliciosos ou erros evidentes de escrita. 

Muitas mensagens são curtas, diretas e contextualizadas, imitando as comunicações reais do dia a dia da empresa.

Com o avanço da inteligência artificial generativa, os golpes se tornaram ainda mais convincentes. Hoje, criminosos conseguem replicar o estilo de escrita de executivos, simular assinaturas reais e manter o tom alinhado ao histórico de comunicação da empresa.

Esse cenário reduz a eficácia dos sinais tradicionais de alerta e aumenta a dependência de controles técnicos, processos claros de validação e soluções avançadas de segurança de e-mail.

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Veja na prática como funciona um software de conscientização

Exemplos comuns de golpes com spoofing

No ambiente corporativo, o spoofing pode aparecer de diferentes formas. Um dos mais recorrentes é o e-mail que aparenta vir da diretoria solicitando um pagamento urgente ou confidencial. 

Em quase todos os casos, a hierarquia e a pressão de tempo são usadas para reduzir questionamentos.

Outro exemplo comum envolve fornecedores. O criminoso envia uma mensagem informando a alteração de dados bancários, simulando uma comunicação legítima e se aproveitando de fluxos reais de pagamento já existentes na empresa.

Há também mensagens que imitam bancos, plataformas de serviço ou áreas internas, solicitando confirmação de informações ou ações imediatas. 

Em todos esses casos, o spoofing é o elemento central que cria a aparência de legitimidade necessária para que o golpe funcione.

Como proteger sua empresa contra spoofing de e-mail

1. Configurações técnicas de e-mail

A primeira camada de proteção contra spoofing está na configuração correta dos mecanismos de autenticação de e-mail. 

Protocolos como SPF, DKIM e DMARC ajudam a validar se uma mensagem foi enviada por servidores autorizados e se o conteúdo não foi alterado durante o envio.

Quando bem implementados, esses mecanismos reduzem significativamente a probabilidade de e-mails falsificados chegarem à caixa de entrada dos usuários.

2. Programa de conscientização dos colaboradores

Mesmo com controles técnicos, a conscientização permanece um pilar essencial. Os colaboradores precisam entender que o remetente exibido no e-mail não é, por si só, garantia de legitimidade.

Treinamentos devem reforçar a importância de desconfiar de pedidos inesperados, especialmente quando envolvem dinheiro, alterações de dados ou informações sensíveis. 

A validação por outro canal, como telefone, WhatsApp ou até mesmo um chat que a empresa use, deve fazer parte da rotina em situações críticas.

Quando o ataque combina a falsificação do remetente com a manipulação do contexto e da urgência, o componente humano passa a ser o alvo principal.

3. Solução robusta de segurança de e-mail

Soluções especializadas de segurança de e-mail analisam uma combinação de fatores técnicos e comportamentais para identificar tentativas de spoofing. 

Elas avaliam, por exemplo, reputação de domínio, inconsistências no cabeçalho, padrões de escrita e anomalias no fluxo de mensagens.

Essa abordagem cria uma camada adicional de proteção contra ataques cada vez mais sofisticados, inclusive aqueles que usam automação e conteúdo mais convincente para imitar comunicações legítimas.

Como a Oblock pode ajudar

A Oblock atua na distribuição de soluções especializadas em segurança de e-mail e na conscientização de usuários. 

No portfólio, destacam-se o MailInspector, voltado à proteção e detecção de ameaças em e-mail, e o MindAware, para programas contínuos de conscientização em cibersegurança.

Para avaliar o cenário e discutir caminhos de mitigação para a sua empresa, fale com a nossa equipe de especialistas em segurança.

Perguntas frequentes sobre spoofing de e-mail

Spoofing é o mesmo que phishing?

Não. O spoofing é a técnica de falsificação do remetente. O phishing é o golpe em si, que pode usar spoofing como base para enganar a vítima.

É possível bloquear completamente o spoofing?

Não de forma absoluta. No entanto, a combinação de autenticação (SPF, DKIM e DMARC), filtros avançados e conscientização reduz drasticamente o risco.

Spoofing é comum no Brasil?

Sim. Golpes com spoofing estão entre os vetores mais usados em fraudes financeiras e ataques de engenharia social no Brasil, especialmente em empresas que lidam com pagamentos recorrentes e rotinas com fornecedores.

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