5 técnicas de evasão que conseguem burlar o antivírus legado

Técnicas de evasão são um dos principais desafios atuais na proteção de endpoints. Elas permitem que ataques contornem mecanismos tradicionais de defesa, especialmente antivírus baseados em assinatura, e operem sem serem detectados por longos períodos.

Ao explorar características legítimas do sistema operacional, falhas de configuração ou limitações das ferramentas de segurança, essas técnicas tornam possível executar atividades maliciosas sem depender exclusivamente da presença de malware tradicional.

Neste artigo, explicamos o que são técnicas de evasão, apresentamos cinco exemplos amplamente utilizados por adversários e mostramos por que soluções modernas de proteção de endpoint são necessárias para lidar com esse tipo de ameaça.

Principais tópicos deste artigo

O que são técnicas de evasão

Técnicas de evasão são estratégias utilizadas por adversários para evitar a detecção durante um ataque. Em vez de confrontar diretamente as defesas, o invasor procura operar abaixo do radar, manipulando controles de segurança ou utilizando funcionalidades legítimas do sistema para mascarar suas ações.

Na prática, isso significa reduzir evidências, contornar verificações baseadas em assinatura e explorar mecanismos de confiança do próprio ambiente. Esse tipo de abordagem é especialmente eficaz contra antivírus legados, que dependem principalmente da identificação de ameaças conhecidas.

Como esses antivírus não analisam profundamente o comportamento do sistema, ataques mais sofisticados ou ameaças de dia-zero podem passar despercebidos.

5 técnicas de evasão que ameaçam a proteção de endpoints

1. Comprometimento de defesas

Uma das abordagens mais diretas é tentar desativar ou enfraquecer as próprias ferramentas de proteção do ambiente. Isso pode envolver a alteração de configurações de antivírus, manipulação de serviços de segurança ou exploração de permissões inadequadas.

Ao comprometer mecanismos de defesa, o invasor reduz a capacidade de detecção e cria um ambiente mais favorável para movimentação lateral ou execução de cargas maliciosas.

Antivírus tradicionais, especialmente quando mal configurados ou isolados, têm dificuldade em detectar esse tipo de sabotagem interna.

2. Remoção de indicadores

Outra técnica comum consiste em apagar ou modificar rastros deixados durante a atividade maliciosa. Logs de eventos, arquivos temporários e registros de execução podem ser alterados ou excluídos para dificultar investigações.

Esse processo reduz a geração de alertas e dificulta a correlação de eventos suspeitos. Em ataques mais sofisticados, a remoção de indicadores ocorre de forma automatizada logo após a execução da ação maliciosa.

Soluções baseadas exclusivamente em assinatura não possuem visibilidade suficiente para detectar esse tipo de manipulação comportamental.

3. Subversão de controles de confiança

Sistemas operacionais utilizam mecanismos para marcar aplicações e processos como confiáveis. Cibercriminosos exploram esses mecanismos para ganhar legitimidade dentro do ambiente.

Isso pode envolver o roubo de certificados de assinatura de código, a modificação de permissões ou o uso de ferramentas legítimas do sistema para executar ações maliciosas, técnica frequentemente associada ao conceito de “living off the land”.

Quando o ataque utiliza componentes reconhecidos como legítimos pelo sistema, antivírus tradicionais tendem a não sinalizar a atividade como suspeita.

4. Hijack de fluxo de execução

O sequestro do fluxo de execução ocorre quando o invasor manipula a forma como um programa é iniciado ou executado, inserindo código malicioso no processo.

Essa técnica pode garantir persistência, escalonamento de privilégios ou evasão de controles como listas de aplicações permitidas.

Como o código malicioso pode ser executado dentro de um processo legítimo, a detecção baseada apenas em assinatura se torna ineficaz.

5. Camuflagem

A camuflagem envolve a alteração de artefatos para que pareçam legítimos. Isso inclui a modificação de nomes de arquivos, extensões, ícones ou atributos, induzindo usuários e ferramentas de segurança a classificarem a atividade como benigna.

Ao imitar nomes de serviços conhecidos ou processos críticos do sistema, o invasor dificulta a distinção entre comportamento normal e comportamento malicioso.

Essa técnica explora diretamente a limitação dos antivírus legados, que tendem a analisar arquivos isoladamente, sem considerar o contexto completo de execução.

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Como se proteger contra técnicas de evasão

Como vimos, as técnicas descritas são eficazes justamente porque exploram limitações do modelo tradicional baseado em assinatura.

Para reduzir a exposição a esse tipo de ataque, é necessário adotar uma estratégia moderna de proteção de endpoints, que combine múltiplas camadas de defesa e análise comportamental.

Atualmente, essa abordagem envolve dois componentes principais: antivírus de última geração (NGAV) e EDR (Endpoint Detection and Response).

O que é um antivírus de última geração?

O antivírus de última geração é uma evolução do antivírus tradicional, e normalmente é baseado na nuvem. É esse modelo que está incluído na plataforma da Crowdstrike, parceira da Oblock.

Na prática, o antivírus de última geração vai além da detecção por assinatura e combina diferentes tecnologias para prevenir e detectar ameaças, incluindo inteligência artificial, machine learning e mitigação de exploits.

Esse combo permite que ele consiga detectar e bloquear técnicas de evasão e ameaças desconhecidas, como ataques de dia-zero.

O que é EDR (Endpoint Detection and Response)?

Um EDR (Endpoint Detection and Response) é uma solução completa de proteção de endpoints, agrupando várias tecnologias, incluindo antivírus de última geração.

Enquanto o antivírus isoladamente atua apenas de forma preventiva, o EDR atua de forma completa, monitorando endpoints continuamente e identificando tudo que escapa do filtro do antivírus. 

Uma solução de EDR consegue atuar na prevenção, detecção e resposta a ameaças, remediando endpoints infectados. 

Além disso, fornece total visibilidade sobre o que acontece em todos os endpoints.

CrowdStrike: proteção de endpoints contra técnicas de evasão

A Crowdstrike oferece antivírus de última geração e EDR que agregam as tecnologias mais avançadas de proteção de endpoints. 

Com uma plataforma baseada na nuvem, o Crowdstrike Falcon conta com diferentes módulos e opções para se adaptar à realidade da sua empresa.

Fale com a Oblock, distribuidora oficial da CrowdStrike, para saber mais.

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