Relatório CrowdStrike 2026: veja 7 pontos de destaque
O cenário de ameaças continua evoluindo em velocidade acelerada, impulsionado principalmente pelo uso de novas tecnologias e pela profissionalização das operações criminosas.
O CrowdStrike 2026 Global Threat Report traz um retrato claro desse momento, destacando mudanças relevantes na forma como ataques são conduzidos, detectados e explorados.
Os dados reforçam a dimensão do problema: ataques com uso de inteligência artificial cresceram 89%, 82% das intrusões já não utilizam malware e o menor tempo de movimentação lateral registrado foi de apenas 27 segundos.
Neste artigo, você confere 7 pontos de destaque do relatório e o que eles indicam para as estratégias de segurança das empresas.
Principais tópicos deste artigo
1. Ataques mais rápidos e difíceis de conter
A velocidade se consolidou como um dos principais fatores de risco. O relatório aponta que o tempo médio de movimentação lateral após o acesso inicial, conhecido como breakout time, ficou na casa de minutos em 2025.
No entanto, o dado mais crítico é outro: o menor tempo registrado foi de apenas 27 segundos.
Na prática, isso significa que, em alguns casos, o invasor consegue avançar dentro do ambiente praticamente de forma imediata, reduzindo drasticamente a capacidade de resposta.
2. Crescimento dos ataques sem malware
Ataques que não utilizam arquivos maliciosos continuam avançando. Segundo o relatório, 82% das intrusões já se enquadram como malware-free.
Em vez de depender de malware tradicional, criminosos exploram credenciais válidas e ferramentas legítimas do próprio ambiente.
Esse tipo de abordagem reduz a eficácia de soluções baseadas apenas em assinaturas ou reputação, tornando a detecção mais complexa e dependente de análise comportamental.
3. Uso estratégico de inteligência artificial pelos criminosos
A inteligência artificial deixou de ser apenas um recurso experimental e passou a integrar diferentes etapas dos ataques.
O relatório aponta um aumento de 89% nos ataques conduzidos com apoio de IA.
Esse uso inclui:
- Criação de campanhas de phishing mais convincentes;
- Automação de engenharia social;
- Desenvolvimento e adaptação de códigos maliciosos;
- Ganho de escala e velocidade nas operações.
Esse cenário amplia o nível de sofisticação das ameaças e exige uma evolução equivalente nas defesas.
4. Acesso inicial segue como principal vetor de ataque
Mesmo com o avanço tecnológico, a porta de entrada continua sendo, na maioria dos casos, o próprio usuário.
Phishing, roubo de credenciais e engenharia social seguem liderando como técnicas de acesso inicial.
Casos analisados no relatório mostram que a exfiltração de dados pode começar poucos minutos após o comprometimento inicial, o que reforça a necessidade de atuação rápida.
5. Ambientes em nuvem cada vez mais visados
O crescimento do uso de serviços em nuvem trouxe também um aumento proporcional nos ataques direcionados a esses ambientes.
O relatório destaca o aumento de 26% nos ataques entre estados-nação em cloud e 35% dos incidentes relacionados a uso indevido de contas válidas.
Nesse contexto, identidade e controle de acesso se tornam elementos centrais da segurança.
6. Exploração de vulnerabilidades e cadeia de suprimentos
A exploração de falhas antes da divulgação pública segue em expansão. O relatório aponta um aumento de 42% na exploração de vulnerabilidades zero-day antes mesmo da divulgação oficial.
Além disso, ataques à cadeia de suprimentos ganham destaque, com criminosos comprometendo fornecedores, bibliotecas e repositórios de software para alcançar múltiplas vítimas.
Esse movimento amplia o impacto dos ataques e dificulta a identificação da origem do incidente.
7. Evolução das táticas de engenharia social
As técnicas de manipulação continuam evoluindo, com destaque para novas abordagens como o uso de páginas falsas de verificação, como os chamados fake CAPTCHA.
Essas campanhas cresceram de forma significativa e exploram interfaces aparentemente legítimas para induzir usuários a executar ações maliciosas.
A combinação de engenharia social com recursos avançados, como IA, torna esses golpes mais convincentes e difíceis de identificar.
O que essas tendências indicam para as empresas
Os dados do relatório reforçam um ponto importante: os ataques estão mais rápidos, mais sofisticados e menos dependentes de técnicas tradicionais.
A combinação de alta velocidade, uso de IA e exploração de identidades exige uma abordagem mais integrada de segurança, com foco em visibilidade, resposta rápida e redução de riscos operacionais.
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