Phishing: como proteger sua empresa
O phishing continua sendo uma das principais portas de entrada para ataques cibernéticos nas empresas. Mesmo com a evolução das ferramentas de segurança, os criminosos seguem encontrando maneiras de enganar usuários para roubar credenciais, desviar pagamentos, espalhar malware ou obter acesso ao ambiente corporativo.
O motivo é simples: atacar pessoas costuma ser mais fácil do que atacar sistemas.
Na prática, boa parte dos incidentes começa com um e-mail aparentemente legítimo, uma mensagem urgente ou um link que imita páginas conhecidas. Em muitos casos, basta um clique para que o ataque aconteça. E os golpes evoluíram. Hoje os criminosos utilizam inteligência artificial, domínios falsos muito parecidos com os originais e campanhas direcionadas, tornando a identificação das ameaças cada vez mais difícil.
Neste artigo, você vai entender o que é phishing, como esses ataques funcionam, quais são os golpes mais comuns contra empresas e como implementar uma proteção eficaz. Confira!
Principais tópicos deste artigo
O que é phishing
Phishing é um tipo de golpe digital em que criminosos tentam enganar usuários para obter informações sensíveis, como senhas, dados bancários, códigos de autenticação ou acessos internos.
Normalmente, o ataque ocorre por meio de mensagens que parecem legítimas, nas quais o criminoso se passa por bancos, empresas conhecidas, fornecedores, colegas de trabalho ou órgãos públicos.
O objetivo é convencer a vítima a realizar alguma ação: clicar em um link, abrir um anexo, fornecer credenciais, aprovar um pagamento ou executar um arquivo malicioso. Embora o e-mail ainda seja o principal canal utilizado, o esse tipo de ataque também ocorre em SMS, WhatsApp, ligações telefônicas e redes sociais.
Como funciona um ataque de phishing
A maioria dos ataques segue uma estrutura parecida. O criminoso cria uma mensagem que explora urgência, medo, curiosidade ou autoridade, com frases como “sua senha expirou”, “pagamento pendente” ou “atividade suspeita detectada”.
Em muitos casos, a mensagem usa identidade visual semelhante à original, com logos, assinaturas e linguagem corporativa.
Em seguida, a vítima recebe um link, anexo ou QR Code que a direciona para sites falsos, páginas de login clonadas ou downloads maliciosos. Em ataques mais recentes, o link nem sempre aparece diretamente no e-mail.
O criminoso pode inserir um QR Code para dificultar a detecção pelos filtros tradicionais.
Quando a vítima informa suas credenciais ou executa o arquivo, os criminosos conseguem invadir contas, roubar dados, espalhar malware, realizar movimentação lateral na rede ou aplicar golpes financeiros. E tudo pode acontecer em poucos minutos.
Os principais tipos de phishing usados contra empresas
Os ataques evoluíram bastante nos últimos anos. Hoje existem diferentes variações de phishing direcionadas ao ambiente corporativo, cada uma com características e níveis de sofisticação distintos.
Phishing tradicional
É o modelo mais conhecido. O criminoso envia mensagens em massa, tentando atingir o maior número possível de pessoas, geralmente por meio de páginas falsas de bancos, Microsoft 365, Google Workspace ou serviços de entrega. Apesar de ser o menos sofisticado, ainda é responsável por um grande volume de incidentes.
Spear phishing
Nesse caso, o ataque é direcionado. Os criminosos pesquisam informações sobre a empresa ou a vítima antes de montar a campanha, usando nomes de gestores, estruturas organizacionais, assinaturas reais e dados públicos disponíveis em plataformas como o LinkedIn. Isso torna a mensagem muito mais convincente e difícil de identificar.
BEC (Business Email Compromise)
O BEC é um dos golpes mais perigosos para empresas. O criminoso compromete ou imita contas corporativas para solicitar transferências bancárias, alterações nos dados de pagamento ou o compartilhamento de documentos.
Como a comunicação parece legítima, muitas empresas só percebem o golpe depois. Dados do FBI indicam que o BEC é um dos golpes que mais gera prejuízos financeiros para as empresas.
Phishing interno
Existe uma variação especialmente perigosa chamada phishing interno ou lateral. Nesse cenário, os criminosos utilizam contas corporativas legítimas comprometidas para atacar outros usuários da mesma empresa.
O e-mail vem de dentro da organização, o que reduz drasticamente a desconfiança dos usuários e dificulta a detecção pelos filtros tradicionais.
Quishing
O quishing é o phishing realizado por QR Code. O criminoso insere um QR Code malicioso no e-mail corporativo e, quando o usuário escaneia o código com o celular, é direcionado para uma página falsa fora do alcance dos controles tradicionais de segurança do desktop.
A técnica cresceu bastante porque muitos filtros de e-mail não conseguem analisar o conteúdo embutido em imagens.
Por que o phishing ainda funciona
Muitas empresas acreditam que filtros técnicos são suficientes para bloquear phishing. Os ataques atuais, porém, exploram principalmente o comportamento humano. Os criminosos utilizam técnicas de engenharia social para induzir decisões rápidas e reduzir a percepção de risco.
Além disso, as ameaças modernas se tornaram muito mais difíceis de identificar. O uso de IA generativa permite criar mensagens com linguagem natural extremamente convincente.
Domínios falsos são registrados com pequenas variações que passam despercebidas em uma leitura rápida. Ataques sem malware não deixam rastros técnicos que os filtros tradicionais possam capturar. E o uso de contas legítimas comprometidas cria um contexto de confiança que engana até usuários experientes.
Isso explica por que, segundo dados do FBI, o volume de ataques de phishing cresceu 160% entre 2019 e 2023. E por que a CISA estima que até 90% dos ataques cibernéticos começam com um e-mail de phishing.
Os impactos do phishing para empresas
As consequências de um ataque de phishing bem-sucedido vão muito além do roubo de senhas. Com credenciais em mãos, o criminoso pode acessar e-mails, documentos internos, sistemas críticos e informações confidenciais de clientes e parceiros.
Em golpes de BEC, esse acesso é usado para redirecionar pagamentos, alterar dados bancários de fornecedores ou solicitar transferências urgentes em nome de executivos da empresa.
O phishing também é o ponto de entrada mais comum em ataques de ransomware. O criminoso usa o acesso inicial para se movimentar silenciosamente pela rede, mapear sistemas críticos e comprometer backups antes de criptografar tudo. Quando o ataque se torna visível, o ambiente já está amplamente comprometido e a capacidade de resposta da empresa já foi reduzida.
Além dos prejuízos financeiros e operacionais, incidentes que expõem dados de clientes e parceiros afetam diretamente a reputação da empresa. No Brasil, organizações sujeitas à LGPD também ficam expostas a notificações obrigatórias à ANPD e a sanções regulatórias que podem chegar a multas e restrições no tratamento de dados.
Como proteger sua empresa contra phishing
Não existe uma única solução capaz de eliminar completamente o risco. A proteção eficaz contra phishing depende da combinação entre tecnologia adequada, processos internos bem definidos e conscientização contínua dos colaboradores.
1. Adote uma solução de antiphishing avançada
A proteção nativa do Microsoft 365 e do Google Workspace é eficiente para bloquear spam e malware já conhecido, mas falha sistematicamente diante de phishing direcionado e ameaças novas.
Para ter cobertura real, é necessário usar uma solução antiphishing com múltiplas camadas de análise, filtragem de URL em tempo real e algoritmos de inteligência artificial. Ela precisa inspecionar e-mails de entrada, saída e internos e ser capaz de remover ameaças da caixa de entrada mesmo após a entrega.
2. Treine e conscientize os seus usuários
Um colaborador que não sabe identificar uma mensagem suspeita representa um risco real para toda a organização, independentemente do nível de sofisticação das ferramentas adotadas.
Programas de treinamento e conscientização em Segurança da Informação capacitam os colaboradores para reconhecer ameaças, adotar comportamentos seguros e reportar mensagens suspeitas.
A simulação de phishing é uma das metodologias mais eficazes nesse processo. E-mails falsos são enviados de forma controlada para medir a resposta da equipe, identificar grupos mais vulneráveis e acompanhar a evolução da maturidade ao longo do tempo.
3. Implemente autenticação multifator em todos os acessos críticos
Mesmo que um colaborador tenha suas credenciais comprometidas em um golpe de phishing, o MFA adiciona uma barreira extra que impede o acesso não autorizado.
Com ele ativo, o criminoso precisaria de um segundo fator de verificação para conseguir entrar nos sistemas. O MFA deve ser habilitado em e-mail corporativo, VPN, plataformas financeiras e qualquer aplicação que dê acesso a dados sensíveis.
4. Defina processos internos de validação
Muitos golpes financeiros poderiam ser evitados com processos simples. Confirmar solicitações de transferência por outro canal, validar alterações de dados bancários com o fornecedor diretamente e evitar aprovações urgentes sem conferência são práticas que reduzem significativamente a exposição ao BEC e ao phishing direcionado.
5. Configure SPF, DKIM e DMARC
SPF, DKIM e DMARC são protocolos técnicos que dificultam a falsificação do domínio corporativo em ataques de spoofing e phishing. Com eles corretamente configurados, é muito mais difícil para um criminoso enviar e-mails se passando pelo domínio da empresa, o que protege colaboradores, clientes e parceiros.
6. Implemente políticas rigorosas de segurança
Golpes de phishing podem ter objetivos variados, como espalhar malware, conseguir acesso a dados confidenciais ou obter pagamentos e transações financeiras em benefício do cibercriminoso. Para evitar que isso ocorra, é importante que a empresa implemente políticas rigorosas de segurança, com diretrizes claras para a equipe de TI e para todos os usuários.
Isso inclui, por exemplo:
– Políticas para manter aplicativos, softwares e sistemas de segurança sempre atualizados;
– Diretrizes sobre o compartilhamento de dados sensíveis por parte de funcionários;
– Regras e processos claros sobre a conclusão de transações financeiras e pagamentos de boletos;
– Recomendações sobre comportamento seguro, com diretrizes para lidar com arquivos, QR Codes e links desconhecidos;
– Orientações indicando o que o usuário deve fazer caso esteja na dúvida sobre a veracidade de uma mensagem;
– Políticas de segurança de senhas, inclusive com monitoramento de credenciais vazadas na deep web.
Conheça as melhores soluções para combater phishing
Garantir proteção contra phishing não é uma tarefa fácil, mas há soluções eficientes para te ajudar nessa missão. A Oblock é a distribuidora oficial da HSC Labs, que conta com uma solução antiphishing e um software de conscientização e treinamento de usuários.
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