O que é ransomware: definição, tipos e como funciona

Ransomware é um tipo de malware que torna dados ou sistemas indisponíveis e exige o pagamento de um resgate para restaurar o acesso. Na prática, cibercriminosos criptografam arquivos, bloqueiam ambientes inteiros ou combinam essas ações com ameaça de vazamento de informações, pressionando a vítima a pagar um resgate.

Embora não seja uma ameaça nova, o ransomware evoluiu nos últimos anos. Ataques deixaram de ser pontuais e passaram a fazer parte de operações estruturadas, que envolvem engenharia social, exploração de falhas técnicas e movimentação lateral antes da criptografia final.

Isso explica por que, em muitos casos, quando o ataque se torna visível, o ambiente já está amplamente comprometido.

Neste artigo, você vai entender o que é ransomware, como funciona um ataque, quais são os principais tipos e quais práticas ajudam empresas a reduzir riscos e se preparar para responder a incidentes.

Principais tópicos deste artigo

Como funciona o ataque de ransomware

Um ataque de ransomware normalmente segue um processo estruturado. Mesmo quando a criptografia acontece em poucas horas, a preparação do golpe pode levar dias ou semanas.

1. Entrada no ambiente

A fase inicial do ataque de ransomware costuma ocorrer por meio de e-mails de phishing, com links ou anexos maliciosos que simulam comunicações legítimas. Também são comuns ataques que exploram vulnerabilidades conhecidas em sistemas sem atualização ou acessos remotos expostos, como RDP mal configurado.

Esse cenário reforça a importância de investir na segurança de e-mail e de preparar usuários para reconhecer tentativas de fraude, especialmente aquelas que seguem padrões recorrentes, como os golpes de phishing mais comuns e os ataques de BEC (Business Email Compromise).

2. Persistência e movimentação lateral

Após obter acesso inicial, o atacante busca permanecer no ambiente e ampliar seus privilégios. Isso envolve reconhecimento da rede, identificação de ativos críticos e movimentação lateral em busca de servidores de arquivos, controladores de domínio e sistemas de backup.

Nessa fase, o objetivo não é causar impacto imediato, mas criar condições para que o ataque final seja o mais disruptivo possível, reduzindo a capacidade de resposta da organização e aumentando a pressão para o pagamento do resgate.

3. Criptografia e interrupção operacional

Quando a criptografia começa, o impacto é imediato. 

Sistemas deixam de funcionar, arquivos se tornam inacessíveis e processos críticos são interrompidos. Muitas variantes modernas de ransomware também tentam comprometer backups acessíveis na rede, limitando as opções de recuperação.

Para contextualizar o ransomware dentro do ecossistema de ameaças, vale comparar seu impacto com outros tipos de malware, que costumam ter objetivos diferentes, como espionagem, por exemplo.

4. Nota de resgate e extorsão

Após a criptografia, o ataque se torna visível por meio da nota ou pedido de resgate. Ela informa o que está acontecendo, define prazos curtos e orienta o pagamento. 

Em ataques mais sofisticados, a extorsão inclui ameaça de vazamento de dados, publicação de amostras ou contato direto com parceiros e clientes da empresa vítima.

Como referência prática para organizar a resposta inicial a um golpe, o checklist de resposta a ataques de ransomware da CISA ajuda a estruturar decisões sem agravar o incidente.

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Veja na prática como funciona um software de conscientização

Principais tipos de ransomware

Crypto ransomware

É o tipo mais comum em ambientes corporativos. Ele criptografa arquivos e bancos de dados, tornando o conteúdo ilegível sem a chave correta. Mesmo que os sistemas permaneçam ligados, a operação pode ficar paralisada devido à indisponibilidade das informações.

Locker ransomware

Nesse modelo, o acesso ao sistema operacional é bloqueado. O usuário não consegue utilizar o computador, visualizando apenas a tela de resgate. Embora geralmente menos sofisticado que o crypto ransomware, ainda pode causar interrupções e muitos prejuízos.

Doxware, leakware e dupla extorsão

Além de criptografar dados, o atacante exfiltra informações sensíveis antes do bloqueio. A ameaça deixa de ser apenas operacional e passa a envolver riscos legais e reputacionais.

Em incidentes reais, identificar a família do ransomware é um passo importante. Ferramentas como o ID Ransomware ajudam nesse processo, assim como o projeto No More Ransom, que reúne e fornece soluções de descriptografia.

Ransomware como serviço (RaaS)

No modelo RaaS, grupos desenvolvem o ransomware e fornecem a infraestrutura para afiliados, que executam ataques em troca de uma divisão do resgate. Esse formato ampliou a escala e a especialização das campanhas.

No blog da Oblock, esse modelo é detalhado no artigo sobre ransomware como serviço, que explica como o crime digital passou a operar de forma estruturada.

Pagar ou não pagar o resgate

Aqui vale uma nota importante: o pagamento do resgate não garante a recuperação completa dos dados. Muitas empresas que pagam o resgate não recebem a chave de descriptografia ou recuperam apenas uma fração das informações.

Além disso, pagar financia novas operações criminosas e aumenta a probabilidade de novos ataques. Por esse motivo, decisões desse tipo devem considerar avaliação técnica, jurídica e de continuidade do negócio.

Como se proteger contra ransomware

A prevenção depende de uma abordagem integrada. A segurança de e-mail reduz o risco de entrada por phishing, enquanto soluções modernas de proteção de endpoints ajudam a identificar comportamentos anômalos e a conter movimentação lateral.

A gestão de vulnerabilidades, o controle de acessos e a autenticação multifator também reduzem a superfície de ataque. Outra medida fundamental: backups bem estruturados, isolados e testados regularmente garantem capacidade real de recuperação.

Para aprofundar esses temas, vale revisar conteúdos sobre plataformas de proteção de endpoints, entender as diferenças entre EDR e antivírus e saber mais sobre conscientização em cibersegurança.

Conclusão

Ransomware é uma ameaça recorrente e ameaçadora para empresas de todos os portes. Seus impactos vão além da indisponibilidade temporária de dados e incluem paralisação de operações, custos elevados de recuperação, riscos regulatórios e danos à reputação e à marca da organização.

A melhor estratégia de combate ao ransomware continua sendo a prevenção, aliada a um plano de resposta bem definido e testado. Tenha em mente que investir em segurança não elimina totalmente o risco, mas reduz de forma significativa a probabilidade e o impacto de um incidente.

Como a Oblock pode ajudar

Reduzir o risco de ransomware exige mais do que uma ação pontual. Envolve proteger o ponto de entrada mais explorado, melhorar a visibilidade sobre endpoints e preparar pessoas para reconhecer tentativas de ataque antes que elas se tornem um incidente.

A Oblock atua apoiando empresas nesse processo, combinando soluções de segurança, conscientização e orientação técnica para ajudar a reduzir exposição e impacto de ataques como ransomware.

Se você quiser avaliar o nível de risco do seu ambiente ou entender quais controles fazem mais sentido para a sua realidade, fale com a equipe da Oblock.

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Veja na prática como as soluções distribuídas pela Oblock ajudam empresas a reforçar a privacidade e a segurança digital.

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