Previsões de cibersegurança para 2026: o que deve impactar as empresas
Os últimos anos mostraram que os ataques cibernéticos não surgem de forma repentina. Eles evoluem a partir de padrões que já estão em uso, explorando falhas conhecidas, processos internos mal definidos e, principalmente, o fator humano.
Em 2026, a tendência é de consolidação desses comportamentos, com ataques mais direcionados, silenciosos e difíceis de identificar.
As previsões a seguir se baseiam na experiência dos especialistas em segurança da informação da Oblock, a partir da análise de incidentes recorrentes, técnicas já observadas em ambientes corporativos e mudanças no comportamento dos atacantes.
Principais tópicos deste artigo
6 previsões de cibersegurança para 2026
1. Engenharia social mais contextual e alinhada a processos internos
Golpes genéricos tendem a perder espaço para abordagens cada vez mais contextualizadas. Os cibercriminosos passam a estudar com mais profundidade as rotinas da empresa, os cargos envolvidos, os fluxos de aprovação e até a linguagem usada nas comunicações internas. Ou seja, passam a explorar mais a engenharia social.
Esse nível de contexto permite criar mensagens que fazem sentido dentro do dia a dia corporativo, muitas vezes reproduzindo situações comuns, como solicitações operacionais, ajustes de pagamento ou pedidos urgentes de informação. Como resultado, o golpe se mistura à rotina e reduz significativamente a chance de desconfiança imediata por parte dos usuários.
2. Ataques por e-mail cada vez menos óbvios
O e-mail continua sendo a principal porta de entrada dos ataques, mas com uma mudança clara de formato. Em vez de mensagens isoladas com links suspeitos ou anexos maliciosos evidentes, os ataques de phishing passam a explorar conversas legítimas, respostas encadeadas e interações que se estendem ao longo do tempo. Diversos relatórios apontam para isso.
Nesse modelo, o criminoso constrói credibilidade aos poucos, aproveitando informações reais e contextos conhecidos pela empresa, como casos de BEC (Business Email Compromise). Isso dificulta a identificação do ataque, já que a mensagem não apresenta sinais clássicos de fraude e se encaixa no fluxo normal de trabalho dos colaboradores.
3. Ransomware mais seletivo e direcionado
O ransomware continua sendo usado em ataques de volume, com campanhas indiscriminadas que exploram vulnerabilidades conhecidas e credenciais expostas. Ao mesmo tempo, observa-se um movimento cada vez mais claro de ataques seletivos e direcionados.
Nesse modelo, os criminosos escolhem alvos com maior capacidade de pagamento e maior impacto operacional. Antes da criptografia, há exploração do ambiente, roubo de dados e análise dos sistemas críticos da empresa. Essa abordagem aumenta a pressão sobre as vítimas e amplia os riscos financeiros, operacionais e reputacionais.
4. Ataques sem malware continuam crescendo
Cada vez mais invasões acontecem sem a instalação de arquivos maliciosos. Em vez disso, os atacantes exploram ferramentas legítimas do próprio sistema, scripts e recursos nativos do ambiente.
Essa abordagem dificulta a detecção baseada apenas em assinaturas e faz com que o ataque passe despercebido por controles tradicionais.
5. IA ampliando ainda mais a escala e a personalização dos ataques
A inteligência artificial passa a ser usada de forma cada vez mais prática pelos cibercriminosos. Mais do que deepfakes ou golpes altamente elaborados, ela viabiliza a automação de abordagens, a adaptação rápida de mensagens e a execução de ataques em maior escala, mantendo coerência no discurso e adequação ao contexto da vítima.
Em 2026, o uso de IA tende a reduzir erros comuns que antes facilitavam a identificação de golpes, como inconsistências de linguagem ou mensagens genéricas. Com isso, ataques baseados em engenharia social se tornam mais difíceis de distinguir de comunicações legítimas, aumentando a taxa de sucesso e a pressão sobre os mecanismos tradicionais de detecção.
6. Pressão por maturidade em conscientização de usuários
Empresas passam a ser cobradas não apenas por oferecer treinamentos em segurança, mas por demonstrar resultados concretos na redução de riscos. Auditorias e até incidentes expõem a limitação de campanhas pontuais, que não conseguem alterar o comportamento dos usuários no dia a dia.
Em 2026, ganham espaço programas contínuos de conscientização, com conteúdos recorrentes, simulações e métricas claras de engajamento e resposta. A integração desse tipo de iniciativa à rotina dos colaboradores se torna um fator decisivo para reduzir a efetividade de ataques baseados em engenharia social e erro humano.
Como se prevenir contra ameaças cibernéticas
A principal lição para 2026 é que prevenção não depende de uma única tecnologia. Ela exige a combinação de visibilidade, detecção precoce, processos claros e usuários preparados para reconhecer situações fora do padrão.
Reduzir o impacto de um incidente passa, cada vez mais, por identificar comportamentos anômalos rapidamente e agir antes que o ataque se consolide. Quanto menor o tempo de detecção, menor tende a ser o prejuízo operacional e financeiro.
Proteção e segurança para empresas
Transformar esse cenário em algo gerenciável exige mais do que boas práticas isoladas. As empresas precisam de soluções capazes de acompanhar a forma como os ataques evoluem, com visibilidade, análise de comportamento e resposta rápida a incidentes que não seguem padrões óbvios.
A Oblock atua justamente nesse ponto, apoiando empresas na adoção de soluções de segurança alinhadas à realidade atual dos ataques, desde a proteção contra ameaças que exploram o e-mail e a engenharia social até a detecção de atividades suspeitas em endpoints e ambientes corporativos.
Esse trabalho é feito com apoio de especialistas em segurança da informação, que ajudam a avaliar riscos, definir prioridades e estruturar uma estratégia de proteção mais eficaz.
Para empresas que buscam elevar o nível de maturidade em segurança e reduzir a exposição a incidentes, contar com tecnologia adequada e suporte especializado faz diferença.
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