IA na segurança de e-mail: como a análise comportamental melhora a detecção

A IA na segurança de e-mail amplia a capacidade de identificar golpes que não apresentam malware, links evidentemente maliciosos ou remetentes já conhecidos por atividades suspeitas. Para isso, as soluções analisam o comportamento das contas, o contexto da comunicação e o relacionamento entre os usuários.

Essa abordagem é importante porque ataques como phishing direcionado, comprometimento de e-mail corporativo e fraude de fornecedores podem utilizar mensagens bem escritas e contas legítimas que foram invadidas.

Neste artigo, você vai entender como funcionam a inteligência artificial, o machine learning, a análise comportamental e a reputação na proteção do e-mail corporativo.

Principais tópicos deste artigo

Como a IA é usada na segurança de e-mail

Inteligência artificial é um termo amplo, utilizado para descrever tecnologias capazes de processar dados, reconhecer padrões e apoiar decisões automatizadas.

Na segurança de e-mail, a IA não corresponde a um único mecanismo. Ela costuma fazer parte de uma arquitetura que também inclui autenticação, análise de arquivos, inspeção de URLs, reputação, inteligência de ameaças e regras de segurança.

O objetivo é reunir diferentes sinais para determinar se uma mensagem é legítima, indesejada ou maliciosa. Entre esses sinais estão a identidade do remetente, o domínio de origem, os links, os anexos, o conteúdo e o histórico de comunicação.

Machine learning

Machine learning, ou aprendizado de máquina, é uma área da inteligência artificial na qual modelos são treinados para reconhecer padrões a partir de dados. 

Em um filtro baseado apenas em regras, a equipe precisa definir previamente o que deve ser bloqueado. Uma regra pode determinar, por exemplo, que mensagens enviadas por determinado domínio sejam colocadas em quarentena.

No machine learning, o modelo analisa diferentes características das mensagens e identifica combinações associadas a conteúdos legítimos ou maliciosos. Isso ajuda a reconhecer variações de ataques conhecidos, mesmo quando elas não correspondem exatamente a uma assinatura anterior.

O machine learning não substitui regras, autenticação ou reputação. Sua principal contribuição está na capacidade de correlacionar sinais e encontrar padrões difíceis de reproduzir apenas com configurações manuais.

Análise de conteúdo e linguagem

Algumas soluções também utilizam modelos para examinar a linguagem e a finalidade da mensagem.

Essa análise não se limita a procurar palavras como “urgente”, “pagamento” ou “senha”. Esses termos também aparecem em comunicações legítimas e, quando considerados sozinhos, oferecem pouco contexto.

Os modelos podem avaliar se há uma solicitação financeira, uma tentativa de alteração de dados bancários, um pedido de credenciais ou uma instrução incomum atribuída a um executivo.

Um pedido de pagamento, por exemplo, não é necessariamente malicioso. O risco aumenta quando ele parte de um remetente pouco conhecido, utiliza um domínio semelhante ao de um fornecedor ou solicita a quebra de um processo habitual.

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Veja na prática como funciona o MailInspector

Análise comportamental

A análise comportamental procura estabelecer como usuários, contas, fornecedores e departamentos normalmente se comunicam.

A partir desse histórico, a solução constrói uma referência de comportamento esperado, também chamada de baseline comportamental.

O sistema pode aprender, por exemplo, com quais pessoas um colaborador costuma trocar mensagens, em quais horários uma conta é utilizada e que tipos de solicitação fazem parte das interações entre os usuários.

Como os desvios de comportamento indicam risco

Quando uma nova mensagem chega, seu comportamento pode ser comparado ao histórico dos participantes.

Imagine que um diretor se comunique frequentemente com a equipe financeira. Essa interação é esperada e não representa uma anomalia.

No entanto, uma mensagem enviada em horário incomum, a partir de uma infraestrutura diferente e solicitando um pagamento fora do processo habitual pode reunir sinais de risco.

Uma regra tradicional poderia liberar o e-mail porque o nome do remetente é conhecido e não há malware. A análise comportamental considera também se a solicitação corresponde ao padrão daquela relação.

Como a análise comportamental ajuda a detectar contas comprometidas

A análise comportamental também pode identificar indícios de comprometimento de contas, conhecido como account takeover.

Quando um criminoso invade a conta de um colaborador ou fornecedor, as mensagens podem ser enviadas por um endereço real, com autenticação válida e boa reputação. Isso reduz a eficácia de controles concentrados apenas na origem do e-mail.

Mesmo usando uma conta legítima, o invasor pode apresentar comportamentos diferentes. Ele pode iniciar conversas com contatos incomuns, mudar o tipo de conteúdo enviado ou fazer solicitações incompatíveis com as atividades habituais do usuário.

Essas mudanças não comprovam isoladamente que a conta foi invadida, mas ajudam a sinalizar situações que precisam de investigação.

A importância do contexto na detecção de ataques

Todos esses recursos de IA que mencionamos até agora são essenciais quando consideramos que o e-mail faz parte de todo um contexto. Ele é resultado de uma sequência de interações entre pessoas, departamentos, fornecedores e empresas. Por isso, compreender quem está falando com quem pode ser tão importante quanto examinar o conteúdo da mensagem.

Com recursos adequados, uma solução de segurança pode verificar se o remetente já se comunicou com o destinatário, se aquele fornecedor costuma falar diretamente com determinada pessoa e se o tipo de solicitação faz parte da relação entre os envolvidos.

Essa análise é especialmente relevante na detecção de ataques de phishing direcionados e de comprometimento de e-mail corporativo, conhecido pela sigla BEC.

Nesse tipo de golpe, o criminoso tenta se passar por um executivo, fornecedor ou parceiro para induzir a vítima a realizar uma transferência, alterar dados bancários ou compartilhar informações.

A mensagem pode não conter malware, anexos maliciosos ou links suspeitos. Em alguns casos, o ataque utiliza uma conta legítima que foi comprometida.

A detecção depende, portanto, da capacidade de avaliar identidade, intenção, relacionamento e contexto, não apenas indicadores técnicos conhecidos.

E a análise de reputação, ainda é suficiente?

A análise de reputação verifica o histórico de endereços IP, domínios, URLs, arquivos e outros elementos relacionados a uma mensagem.

Um domínio utilizado anteriormente em campanhas de phishing pode receber uma reputação negativa. O mesmo pode acontecer com um endereço IP responsável pelo envio de spam ou com uma URL associada a páginas falsas.

Esse mecanismo continua importante porque permite bloquear rapidamente infraestruturas já conhecidas por atividades maliciosas.

A limitação aparece quando o ataque utiliza recursos que ainda não possuem histórico negativo.

Um domínio recém-registrado, uma página criada para atingir uma empresa específica ou uma conta legítima comprometida podem não estar presentes nas bases de reputação.

Nesses casos, a boa reputação técnica do remetente não significa necessariamente que a mensagem seja segura.

MailInspector: segurança de e-mail baseada em IA

A evolução da detecção não significa abandonar controles tradicionais de segurança de e-mail, como sistemas de reputação, inspeção de URLs, e regras e políticas específicas da organização.

O que IA faz é acrescentar uma camada de interpretação e correlação, aumentando a capacidade de detectar ataques avançados.

O MailInspector, solução da HSC Labs distribuída pela Oblock, combina inteligência artificial, machine learning e análises comportamental, contextual e reputacional para identificar diferentes tipos de ameaça.

A solução pode ser integrada aos ambientes Microsoft 365, Google Workspace e Zimbra, complementando as proteções nativas e permitindo ações mesmo depois da entrega da mensagem.

Para conhecer a solução e entender como a análise comportamental pode ser aplicada ao ambiente da sua empresa, entre em contato com a equipe da Oblock.

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